Meu trabalho é traduzir o que a ciência sabe sobre infância em gestos que cabem na vida real de uma família.
Cresci mudando muitas vezes de casa. No começo dos anos 1980, morei nos Estados Unidos e aprendi inglês ainda criança, longe de tudo o que era familiar. Foi ali que percebi o quanto uma criança precisa de alguém que a enxergue antes de exigir dela.
Também vi de perto um ensino rígido, que não se adaptava a quem estava do outro lado. Talvez por isso eu tenha escolhido a sala de aula: desde 1995, meu trabalho é olhar para cada criança como ela é.
E fui mãe muito jovem. Aprendi, na prática, que o amor precisa de companhia: de informação, de pausa e de um adulto que também se sinta amparado. Tudo o que ensino hoje nasceu do encontro entre a educadora e a mãe que eu fui aprendendo a ser.








